Contra a extinção da Freguesia de Cabanas de Torres

Contra a extinção da Freguesia de Cabanas de Torres

É com profunda noção de dever e de preocupação que o nosso blog se manifesta desde já contra a possível extinção da Freguesia de Cabanas de Torres que, e de acordo com o chamado "memorando de entendimento com a troika" o actual e anterior governos assinaram e que visa a reestruturação e reorganização administrativa do território.

O Presidente do Blog, Jorge Nunes
Mostrar mensagens com a etiqueta Monumentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Monumentos. Mostrar todas as mensagens

domingo, 23 de maio de 2010

Obras de Conservação da Igreja de Cabanas de Torres


Vista do monumento com o pormenor curioso de uma andorinha a passar no momento da foto...

Vista da entrada...
Os símbolos iconográficos da torre sineira em destaque...

É com prazer que partilho convosco algumas fotos das recentes obras de conservação da igreja de Cabanas de Torres.
O telhado foi limpo e conservado, e as paredes exteriores do monumento foi limpas e pintadas.
De notar o pormenor de os símbolos iconográficos da torre sineira foram pintados de forma a ficarem realçados.
Ficam alguma fotos.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Dólmen ou Anta

Após várias "expedições" e conversas com locais, no passado domingo posso dizer que descobri o sítio provável da existência de 1 Dólmen ou Anta à entrada de Paúla no sítio denominado de Água Santa e que curiosamente está em linha de visão com o cemitério de Cabanas de Torres.
Há que referir que este Monumento é referido a nível de fosntes escritas por Luciano Ribeiro citando o Abade Henry Abreuill.
Este monumento hoje em dia mais não é do que 1 monte de grandes blocos de pedras e que passam perfeitamente despercibos devido a encontrarem-se num terreno que é mais elevado do que a estrada.
É evidente que a forma que os blocos de pedra apresentam, nomeadamente em posição vertical denota que foram ali colocados segundo uma intensão e de uma forma precisa.
Seria conveniente um estudo mais aprofundado deste monumento por estudiosos nesta área específica.
Prometo que irei seguir e actualizar o estado deste precioso achado.
Ficam como sempre algumas imagens.

Vista geral do monumento, actualmente 1 grande aglomerado de pedras de grandes dimensões.
Blocos de pedra em posição vertical e alinhados.
Possível bloco de cobertura do monumento.
Vista geral desde da estrada.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A Capela de Nossa Senhora do Ó

A Capela de Nossa Senhora do Ó localiza-se no centro de Paúla e foi totalmente restaurada nos anos 90 com fundos recolhidos na localidade e através de um importante mecenas, o Sr. Fernando Martins, antigo presidente do Sport Lisboa e Benfica nascido na localidade.

Segundo a crença local terá sido edificada no ano de 1147, ano em que Dom Afonso Henriques conquistou Santarém e Lisboa e é referida nas Memórias Paroquiais como sendo já muito antiga e objecto de forte devoção pelos locais.

O edificio conta com um pequeno alpendre com bancos laterais corridos e uma nave unica abobadada e uma pequena sacristia que dá acesso à torre sineira.
De referir que existia uma sepultura no seu interior com uma lápide em pedra mas que foi retirada. A edificação interior é semelhante à da igreja de São Gregório Magno de Cabanas de Torres e a entrada recorda muito a ermida de São João Baptista na Serra de Montejunto.

Ficam algumas imagens do exterior.



terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Moinho em funcionamento

Para quem nunca viu um moinho em funcionamento pode ver agora 1 dos 2 moinhos em funcionamento em Cabanas de Torres, cujo moleiro é o Sr. Manuel Batista.
Este moinho situa-se perto do Casal da Ramada e possuie duas mós que podem funcionar ou não em simultâneo. Na altura a mó superior, a de maiores dimensões estava a moer trigo, enquanto que a inferior moia milho.
De referir que ambas as mós são de diferentes tipos de pedra, pois a pedra calcária é usada para o trigo por ser mais macio e a do tipo granitica para milho justamente por este ser mais duro.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

As Eiras

Estão identificadas na localidade cinco eiras, nenhuma operacional, sendo que das cinco apenas duas estão construídas de raiz, com empedrado em volta, uma delas está fora da localidade mais propriamente no Casal da Ramada. As restantes eram de utilização sazonal e confundem-se com o local onde se encontram, devido sobre tudo à cultura dos terrenos em redor.




segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Fontes e Poços

É notável ainda hoje em dia a existência em funcionamento de diversas fontes e poços, muitas delas com água potável. É visível em muitos terrenos agrícolas da freguesia a existência de pelo menos de 1 poço em cada um deles, com água potável.
De entre as várias fontes da localidade destacam-se:

Fonte dos calços, na qual a água corre permanentemente e é oriunda de uma mina que se situará por baixo da igreja de Cabanas de Torres conforme nos diz o Padre Luis Cardoso em 1758: “…nasce debaixo da Igreja deste lugar huma fonte, chamada por esta causa de S. Gregório (…)”. Esta fonte conta também com um local de lavagem de roupa utilizado até meados da década de 80, altura em que o saneamento básico chegou à freguesia.






Fonte da ponte, de edificação bastante antiga, provavelmente secular e que aguarda restauro e possivelmente a transformação em local de lavagem de veículos automóveis.



Fonte da roda, chamada assim devido à roda existente como contrapeso para accionar a bomba de água, e que é hoje um local para a lavagem de veículos automóveis.



Fonte Fontainhas , localizada num maciço rochoso é provavelmente uma das fontes mais antigas da localidade.


domingo, 27 de janeiro de 2008

A Azenha




Algumas imagens da azenha.


Actualmente em ruínas, este monumento funcionou até meados do século XX, com duas mós de grandes dimensões, accionadas por duas noras, uma em metal e a outra de madeira, também elas de grande dimensão.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Os Moinhos de Vento




Na imagem exterior e interior dos 2 moinhos em funcionamento.
Existem 2 moinhos totalmente operacionais na localidade, ambos são mantidos em funcionamento pelo mesmo moleiro.
Destes 2 moinhos, 1 deles foi totalmente restaurado nos anos 90 e outro foi mantido operacional ao longo dos anos, sendo que este último na pratica já não se encontra dentro da freguesia de Cabanas de Torres mas sim na vizinha freguesia de Vila Verde dos Francos.
Existem mais 4 moinhos dentro da localidade, 2 deles restaurados e utilizados como habitação temporária.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A Capela de São João Baptista




Na imagem a Capela de São João Baptista, seguida da Capela de Nª Senhora das Neves e do antigo Mosteiro Dominicano.
A Capela ou ermida de São João Baptista é outro monumento existente na freguesia. Situada no alto da serra de Montejunto mesmo no limite da freguesia e do concelho de Alenquer, e que por isso não é visível na localidade propriamente dita. Este monumento é referido pelas fontes mais antigas e segundo algumas delas já existia no século XIII aquando da construção de um mosteiro Dominicano, cujas ruínas se encontram uns metros mais abaixo já no concelho do Cadaval.
É de uma construção muito antiga, em pedra calcária, e à entrada tem um pequeno alpendre com dois bancos corridos de pedra em cada um dos lados do monumento. A porta é de madeira antiga com dobradiças de ferro forjado, mas que deverá ter sido fabricada no século XX, aquando do roubo da imagem original de São João Baptista nos anos 50.
No interior as paredes laterais são totalmente decoradas com um painel de azulejos de grandes dimensões, com cenas da vida do santo, mas que além de terem muitas partes em falta, apresentam-se actualmente como um completo quebra-cabeças, pois em virtude de se encontrarem caídos foram colocados aleatoriamente, sem qualquer sentido aquando da substituição do chão original em tijoleira de barro por tijoleira de grés moderna a finais dos anos 80.

O altar-mor é de pequenas dimensões em pedra calcária, típico do século XVIII e é um local de grande devoção por parte dos locais. De lado encontram-se painéis de azulejos em muito mau estado de conservação, ambos com um embutido em pedra mármore calcária rosa, com forma de concha. A base do altar tem ainda um painel de azulejos policromáticos que é o único e que se encontra completo e em bom estado de conservação.No interior encontramos ainda à direita uma pequena sacristia que além de possuir todas as características originais do monumento, do chão e das paredes, tem também alguns azulejos monocromáticos, com motivos florais.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A Igreja de São Gregório Magno



Na imagem o exterior da igreja de São Gregório Magno, onde é visível o seu campanário e o alpendre abobadado assim como uma imagem dos contrafortes laterais.
A Igreja Paroquial de Cabanas de Torres de São Gregório Magno foi alvo de restauro em finais dos anos 80. A sua existência confunde-se com a própria história, origem e fundação da localidade de Cabanas de Torres, pois as fontes são unânimes ao afirmarem que a sua construção remota à fixação de população nesta localidade: “…chegando ao sítio de Monte Junto, chamado Monte Santo, o parocho mandou levantar um altar tosco de pedras soltas, onde collocou a imagem de S. Roque (…)” Mais tarde terá sido construída uma capela dedicada a S. Roque que o tempo destruiu, sendo a imagem do referido santo levada para Atouguia das Cabras, hoje freguesia e localidade de Abrigada.
A Igreja Paroquial de Cabanas de Torres de S. Gregório Magno tem no seu campanário, ou torre sineira, a inscrição de 1568, bem como diversos elementos decorativos da mesma época.
Uma das características singulares desta igreja é sem dúvida o alpendre abobadado que dá acesso ao seu interior, constituído por uma abóbada de arestas, e que é único na região envolvente.
À direita, apresenta-nos dois contrafortes de consideráveis dimensões e cuja função é a de suportar a descarga de forças da abobada de berço existente no interior da Igreja, no local onde se encontrava o antigo cemitério da freguesia, comprovado aliás pela entrada para esta zona e por uma cruz existente no cimo da mesma entrada.
No lado oposto encontramos a sacristia, bem como o local onde foi alargado o cemitério, já no decorrer da segunda metade do século passado. É unânime a recordação deste evento por muitos dos mais idosos elementos da população.
A entrada propriamente dita para igreja, faz-se através de uma escadaria existente no lado esquerdo do monumento, e que também, foi alvo de restauro posterior ao restauro do monumento, e que substituiu a antiga escadaria, que se não era a original aquando da construção do monumento, era em si muito antiga. De referir também, que todo o monumento se encontra inserido numa pequena colina, com um muro bastante antigo em todo o seu redor. O material mais utilizado na edificação deste monumento é a pedra calcária, com origem na região envolvente, patente na sua entrada e mais precisamente no seu alpendre abobadado.
Quanto ao interior do monumento, a entrada é um alpendre abobadado, e com uma porta bastante pesada, de construção bastante antiga. Ao entrar encontramos do lado esquerdo a pia baptismal, construída numa única peça de calcário, e onde existia anteriormente um portão em ferro semelhante ao da entrada exterior, mas que foi retirado. Do lado direito encontra-se a pia da água-benta, bem como a escadaria de acesso ao coro.

A nave é única, apresentando-nos uma abóbada de berço, com algumas decorações, e de uma capela-mor. Na nave encontramos um púlpito maneirista, simples mas de uma beleza singular, construído em calcário com a inscrição de 1690. Em frente do púlpito, ao lado esquerdo, encontramos um magnífico painel de azulejos numa alegoria na qual vemos S. Miguel Arcanjo pesando as almas, e que deverá ter sido aqui colocado em finais do século XVIII, pois as fontes mais antigas não lhe fazem referência.
Quanto à capela-mor, é constituída por um altar-mor construído em madeira. A parede da capela-mor está revestida por azulejos do século XVIII, restaurados apenas em parte, já que grande parte deles são visivelmente os originais.
As fontes mais antigas fazem referência a quatro altares, mas devido às obras efectuadas os dois altares onde se encontravam as imagens de S. Gregório Magno e de N. S.ª da Conceição foram retirados. Em seu lugar foram colocados dois suportes em pedra calcária, e que nada têm a ver com os originais.
O lado esquerdo do altar-mor dá acesso à sacristia, também ela alvo de modificações, nomeadamente na reconstrução e melhoramento dos sanitários. Assim, e logo à entrada deparamo-nos com um lavabo com uma inscrição em latim, e que foi utilizado até à realização das infra-estruturas de saneamento básico na freguesia. Ao lado encontra-se uma janela com dois pequenos bancos, as conversadeiras, pois serviam para os religiosos conversarem.

Pesquisa Google

Google